Monday, May 2, 2016

6 graus de separação

Por que há pessoas que precisam de verba pública para manter blogs?

Eu sou professora no Brasil e mantenho um mesmo blog por quase 12 anos, totalmente de graça. De graça. Nunca paguei e menos ainda recebi para manter meu blog. Desde quando os blogs foram criados na internet, em 2000, sempre foram serviço gratuitos (dependendo do URL, claro, que é o endereço onde o block está hospedado). Emails também sempre foram gratuitos e conheci muita gente que pagava por esse serviço por pura falta de informação. E inclusive não tenho um único blog apenas. Tenho vários:

☕Meu diário:
teacherlailachris.blogspot.com

🍭Meu currículo:
shewantstowrite.blogspot.com

🍫Meus poemas:
http://taxonomytherapist.blogspot.com.br

Só queria me posicionar contra a volta do MinC e sou Sim contra a Lei Rouanet, uma vez que ela patrocina expressões artísticas que nem sempre agrada os olhos ou os ouvidos de todos, e até onde eu "verba" é nome para dinheiro de TODOS. E vou além. E os autores de livros no Brasil?

Sou filha de autor e eu mesma, que tenho formação no Brasil e no exterior em produção de texto criativo e nunca tive "apoio" ou "incentivo" nenhum de órgãos públicos. A vida de autores no Brasil é justamente o contrário; tiramos de nosso bolso a diagramação, a arte, a montagem e até a sua publicação... E as editoras nos repassam migalha por venda, ou até NADA pela venda do material. Não estou clamando por assistência de ninguém. Quero continuar publicando de forma autônoma. Afinal de contas, tenho pé na ideologia Punk e sou da geração dos fanzines.

Acho triste que dinheiro público esteja se esvaindo para manifestações culturais que nem sequer parecem precisar de ajuda porque têm público, e público paga ingressos. Penso nas bibliotecas. A biblioteca da Língua Portuguesa foi-se devido a incêndio. Me preocupo com cientistas, biólogos, com as condições de nossas rodovias, aeroportos e portos. Me preocupo com a segurança dos idosos. Minha avó faleceu na semana passada. Ela deu à luz a 10 cidadãos brasileiros, em por questões profissionais estão espalhados pelo país, literalmente, de Norte a Sul e Leste a Oeste. Ela nunca viajou para visitar os filhos por 2 razões muito tristes: 1) medo de deixar sua casa sozinha e assaltarem e 2) o alto custo  que é e sempre foi VIAJAR pelo Brasil.

Eu não quero envelhecer num país assim. E não tenho filhos, portanto não terei netos, mas não é por isso que vou deixar de me indignar e lutar pois tenho amigos com filhos, tenho sobrinhos, sobrinho-netos, tenho pais e tenho a mim e um esposo, tendo que investir em alarmes, seguros, grades, câmeras, pagar por educação particular, pagar por planos de saúde, mesmo o SUS sendo "maravilhoso" e pagar impostos e taxas que são revertidos em quê?

Sugestão de blog:
http://tauanaecoisasafins.blogspot.com.br/2012/10/seis-graus-de-separacao.html

Sunday, May 1, 2016

I love cemeteries.
Have always been in love with them.
Especially the ones that do not look creepy.
I prefer de calmness and try the ones that resemble peace and joy.
When I was younger and I worked as an au-pair in the USA back in 1998, in order to pick up the kid, I'd rode a vintage bike and I'd cross a Jewish cemetery from border to border, every sing day.
As the place was filled with wonderful nature such as beautiful bushes and natural ponds, my bike commute turned into pleasant memories.
I was supposed to pick up Tracey from school. And very often, she'd make me stop biking to share her school lunch and she'd convince me to stare at that awesome place which we, Christians, take them for granted.
I am no a Christian per ser, but I was raised as one.  And it is inevitable not to notice how scary our cemeteries look like depending on where they were built. I miss Tracy. I miss my bike commutes and most of all I miss her school pack lunch leftovers.

Wording Tuesday

scaf·fold·ing ˈskafəldiNG/ noun a temporary structure on the outside of a building, made usually of wooden planks and metal poles, used b...